6 de julho de 2015

Miolo

“A solidão é o miolo da poesia. O controle remoto da literatura. Sem solidão viro jornalista. Viro Fátima Bernardes comandando talk show. A solidão é algo necessário na minha vida. Está sendo muito bom morar sozinho e manter o hábito de esperar que a pessoa que dorme eventualmente na minha cama vá embora quando amanhece o dia porque a literatura fica com ciúmes.”

– Diego Moraes

Deus raivoso
2 de julho de 2015

O lodo da sociedade

O fundo do lago está balançado e o lodo surgiu na superfície. Vozes até então adormecidas entoam o coro belicoso com refrões de ódio em nome de Jesus, em nome da família e dos bons costumes.

O bojo de seu discurso não é compaixão, nem desejo de um mundo melhor. Não só acreditam no apocalipse bíblico, mas o estão buscando. Profecia autorealizável.

Essa lógica movida por medo e ódio é raiz do produto que tu gera à sociedade: chuva negra carregando sementes belicosas, prontas para fecundar mentes vazias sedentas pelo sêmem da mediocridade, já que não lhes foi ensinado a ansiar por nada mais.

Seu Deus, banido do mundo dos homens no antigo testamento, não é amor nem glória nem paz, é raiva e punição e delírio.

23 de junho de 2015

Akira Kurosawa – Compondo movimento

O movimento pode contar uma história? Claro, se você tiver um dom semelhante ao de Akira Kurosawa. Mais do que qualquer outro cineasta, ele possuia a íntima compreensão do movimento e como capturar isso na tela. Assista esse estudo da arte do mestre, provavelmente o maior compositor de movimento na história do cinema.

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